terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Coisa de cinema

Funcionava muito bem quando estavam juntos, mas por algum motivo qualquer eles estavam deixando de se ver. Não sei se tem explicações na verdade. Ele devia estar com alguma enrolação, e ela tinha sido pega de surpresa, não teve muito tempo para pensar. Só sei que ela não estava a fim de levar mais um fora, quando era ela mesma que não estava certa do que queria. Então, resolveu falar, resolveu concordar. E era sincero, e se sentiu livre. E ele escutava. Ele era diferente dos outros. Mas não esse tipo de diferente igual, era mesmo singular. Eles se falaram, e eles se acabaram. Surpreendentemente, foi aí que tudo começou. Depois disso, coincidentemente se encontraram... A partir daí só tinham uma semana, mais especificamente 9 dias. Ela já tinha dito para ele que iria viajar, mas ele tinha esquecido. Não tinha o que fazer, eles tinham que viver aquilo, nem questionavam o contrário. Queriam se encontrar e se encontraram, não tinham barreiras ou pontes que os separasse. E foi tudo....tudo....tão incrível, mais ou menos como um filme Hollywoodiano, desses que se suspira na cadeira do cinema. Sentiram o tempo parar, apesar deste teimar em continuar andando segundo a segundo, não importava. Comeram comida japonesa, foram á praia á noite, viajaram no meio da semana, se acompanharam numa festa chata, dançaram Norah Jones sozinhos na sala, fizeram pactos...E aí ela viajou, e o oceano de distância não foi capaz de separar o que acontecia dentro dela. O tempo passa independentemente de sua vontade, não que ela não queira, ele faz o seu papel. Mas ela não tem medo. A certeza de que só a dúvida é possível neste momento não a amedronta. O cheiro dele a pega de surpresa nos momentos mais inesperados, não posso dizer se é da sua cabeça, ou se realmente está no ar. Vai saber...

Um comentário:

Mariana disse...

fascinante.

estou arrepiada.

esses amores que chegam nos 45 do segundo tempo....

continua bella, amo sua escrita!